quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Só



Silêncio, olhos, atenção, plenitude. Parem tudo! Cada ar que entra e sai das narinas tem textura. Cada pixel é tão vivo como uma explosão de cores nos céus do novo ano. Os nervos estão sensíveis, e ao menor toque eles reagem, provocando uma revolta sobre a superfície. Não tenho palavras. Elas estão reclusas nos pensamentos, e brigam por um pedaço do seu universo. Coisas pequenas são grandes demais quando têm vida. O tempo está preso num agora que não passa. Tudo está muito claro, claro demais para não ser visto, pego e digerido.