sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mais quatro anos



Outro dia. Pardais de fim de tarde que cantam nas árvores. O breu começa a invadir tudo. Mais um aprisionamento filosófico da perda do tempo, da inutilidade do gosto, da solidão necessária de escolhas certas e, por isso, difíceis. Eis-me aqui. O passado próximo está se projetando no futuro como um carma insanável, crônico e tão perturbador quanto antes. Não quero adentrar nesse mar novamente, mas eu já estou partindo do cais. Perguntas tolas, cuja resposta eu já sei, mas que teimam a incendiar com dúvidas e arrependimentos. Não quero isso. Preciso de ares leves, e de menos preocupações e vaidades inúteis. Quero aquilo de outro jeito, sem tormentos.

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