domingo, 29 de março de 2015
Hosana II
Das janelas abertas
Iluminadas pelos raios da manhã
Ouvia-se
E era como a luz nas janelas
Resplandecia em ecos
No interior do teu vivo templo
Como o luzeiro nas janelas
O som reluzia
Solo de candeia na escuridão
Facho a riscar na mudez do breu
O som do deserto
Solitário clamor de intimidade
Enquanto o tempo dos surdos
Reinava sobre aquela manhã
O luzeiro tocou a retina do teu vivo templo
Solitário, ele se firmou
Ouvia-se
Cântico solitário
Solo de plateia de surdos
Solo de um só ouvinte
Tuas janelas, espelhos
Iluminadas pelo som do deserto
Do teu para o teu
Vivo e solitário templo
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