sábado, 21 de março de 2015

Humilde rei

Por gerações, o teu anúncio
Até João, não se ouviu tua voz
E tudo passou
Menos o que se falou
E eu ouvi tua voz
E tua majestade me fez chorar
Em teu berço, o teu ouro
Na palhoça de Belém, majestosa origem
Revestida da vida nua
Pelas vestes cruas
És o Éden depurado da primeira criação
Esvaziado da glória dos homens
Teu reino se elevou
E eu ouvi tua voz
E tua majestade me fez chorar
Em teu martírio, o teu poder
Renúncia, servidão
Humilde servo do teu pai
Humilde rei dos homens
Esvaziaste a ti da tua própria glória
Eis tua majestade
Teu reino dourado
Está consumado

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