domingo, 15 de março de 2015
Tu
Mesmo o mais o rico
Ainda que abertas as comportas do Firmamento
Faz-me morrer
Viver o desfalecimento de criação
Daí, a vida
Lá, teus louvores mais dolorosos
Arrebentam o coração
E rompem a distância de ti
Lavado em prantos
E enxugado de mim por ti
Eu posso viver
A minha morte faz-me viver
Não pelas águas vivas de fortuna
Antes, teus raios de Sol
O calor do teu amor
Tua fonte de criação
E abatido em tua adoração
Quebrantado ao som dos teus louvores
Meus joelhos procuram o chão
Terra em madrugadas frias
Amores
Água e sal, sede e água pura
Néctar das flores
Meu tudo, tudo o que preciso
Necessidade de ti que esvazia
O mundo que te busca
Tua química faz-me morrer
E faz-me viver
Para um outro
Segunda pessoa
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