quinta-feira, 12 de março de 2015
Reino dos balões
Ansiosamente aguardo o dia
Continuamente eu falo, ouço e escrevo
Se corro na tua direção
Os terceiros não importam
Este mundo do entorno não importa
Lugar abandonado
Tudo existe e se realiza como de hábito
Mas nada disso faz sentido
Nada disso é meu fim
Essas pessoas
A companhia delas
O mundo que há em meio a elas
Nada disso é meu fim
Nem mesmo os líderes, seus pares e seus próximos
Eles não me conquistam
Se me seduzem
A sua estética não está em si mesmos
Está para lá do que são por si mesmos
Na transversal de um comum
De uma afetação comum
Eis meu fim
Ele me afasta do mundo e suas pessoas
Ele me alija de mim mesmo
A vida flutua
Como balão que se move na direção do sopro
Soprado, não conheço lugar de repouso
Mas o mundo-destino
Por sem chão, é éter
Nele só há balanço
Vida pulsante, balanço
O flutuar como lugar de repouso
O reino de ar, de atmosfera, de sopro
Eis meu fim
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