Ali está, brilhando como nunca antes.
Podemos sentir o seu calor sobre nosso rosto.
A suave brisa vindo em nossa direção, com seu sopro se insinuando em nossos lábios.
O seu terno abraço nos envolve, tão vívidos são seus raios.
Ele parece nos convidar para sairmos, lá fora.
Lá, há uma bela paisagem.
Onde a vida cresce, onde a grama viceja sob seus raios, brilhantes raios.
Lá, há uma bela árvore.
Sob ela, a vida passa lentamente, a preguiça chama a todos para um breve descanso.
Sob ela, os doces frutos caem aos nossos pés... Estão ali, só basta apreciarmo-los.
O sol na janela brilha, como nunca antes brilhou.
É domingo, é dia de paz e sossego.
Ele brilha como se fosse os sóis de primavera.
Aqueles que trazem os insetos e as flores, e com elas os seus frutos.
Ele brilha como se trouxesse, como nunca antes trouxe, um mundo pleno de vida.
Que nos convida a participar do seu júbilo, do seu eterno aniversário.
É a ambrosia dos deuses que lá está... É a isso que ele nos chama.
É o eterno viver que brilha sob nosso rosto, a eterna inconstância que sinuosamente percorre, com carícias, o nosso rosto...
Não há nuvens escuras lá no céu, e quase não há brancas.
Um azul muito intenso está sob nós, lá fora, emudecido em seu tom constante.
Entre nós e ele, só há pássaros, retos em seu destino.
Eles voam juntos, em companhia, entoando sua canção pelo horizonte.
O sol que brilha os faz cantarem sua vida, convidando-nos a viver com eles, a voar pelo horizonte daquele maravilhoso céu azul.
A janela é a única fronteira dos nossos mundos.
Porque o seu mundo de vida penetra por ela e invade nosso corpo de desejo, fazendo-nos viver, aqui na janela, com eles, que estão indo ao longe.
O sol na janela brilha, como nunca antes brilhou.
Vejam as flores... Suas pétalas abrem-se em vida, chamativas com sua cor suave e acesa sob os raios do sol.
Os besouros vêm, atraídos pelo seu doce e inebriante perfume levado pela brisa.
Os beija-flores vêm também beijá-las. Vêm sentir o seu néctar de energia.
As flores enchem de cor a paisagem.
Elas são frutos do estímulo que vem do sol, dos seus raios, afáveis raios.
Que doce vida a janela nos traz!
Lá fora tudo vive, tudo viceja em paz e harmonia.
Aqui dentro, a vida repete-se incólume, sem a graça, sem o viço da paisagem lá fora.
O sol vem para aquecer nossos desejos, nosso corpo, que deseja nada mais que a vida lá fora.
O nosso coração palpita, se enche de vontade, vontade de viver a vida.
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