quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O sol na janela

Ali está, brilhando como nunca antes.

Podemos sentir o seu calor sobre nosso rosto.

A suave brisa vindo em nossa direção, com seu sopro se insinuando em nossos lábios.

O seu terno abraço nos envolve, tão vívidos são seus raios.

O sol na janela brilha, como nunca antes brilhou.

Ele parece nos convidar para sairmos, lá fora.

Lá, há uma bela paisagem.

Onde a vida cresce, onde a grama viceja sob seus raios, brilhantes raios.

Lá, há uma bela árvore.

Sob ela, a vida passa lentamente, a preguiça chama a todos para um breve descanso.

Sob ela, os doces frutos caem aos nossos pés... Estão ali, só basta apreciarmo-los.


O sol na janela brilha, como nunca antes brilhou.

É domingo, é dia de paz e sossego.

Ele brilha como se fosse os sóis de primavera.

Aqueles que trazem os insetos e as flores, e com elas os seus frutos.

Ele brilha como se trouxesse, como nunca antes trouxe, um mundo pleno de vida.

Que nos convida a participar do seu júbilo, do seu eterno aniversário.

É a ambrosia dos deuses que lá está... É a isso que ele nos chama.

É o eterno viver que brilha sob nosso rosto, a eterna inconstância que sinuosamente percorre, com carícias, o nosso rosto...

O sol na janela brilha, como nunca antes brilhou.

Não há nuvens escuras lá no céu, e quase não há brancas.

Um azul muito intenso está sob nós, lá fora, emudecido em seu tom constante.

Entre nós e ele, só há pássaros, retos em seu destino.

Eles voam juntos, em companhia, entoando sua canção pelo horizonte.

O sol que brilha os faz cantarem sua vida, convidando-nos a viver com eles, a voar pelo horizonte daquele maravilhoso céu azul.

A janela é a única fronteira dos nossos mundos.

Porque o seu mundo de vida penetra por ela e invade nosso corpo de desejo, fazendo-nos viver, aqui na janela, com eles, que estão indo ao longe.


O sol na janela brilha, como nunca antes brilhou.

Vejam as flores... Suas pétalas abrem-se em vida, chamativas com sua cor suave e acesa sob os raios do sol.

Os besouros vêm, atraídos pelo seu doce e inebriante perfume levado pela brisa.

Os beija-flores vêm também beijá-las. Vêm sentir o seu néctar de energia.

As flores enchem de cor a paisagem.

Elas são frutos do estímulo que vem do sol, dos seus raios, afáveis raios.

Que doce vida a janela nos traz!

Lá fora tudo vive, tudo viceja em paz e harmonia.

Aqui dentro, a vida repete-se incólume, sem a graça, sem o viço da paisagem lá fora.

O sol vem para aquecer nossos desejos, nosso corpo, que deseja nada mais que a vida lá fora.

O nosso coração palpita, se enche de vontade, vontade de viver a vida.

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